Os motoristas que trafegam nas ruas e avenidas de Goiânia devem ficar mais atentos para evitar multas provocadas por excesso de velocidade máxima permitida. A Agência Municipal de Trânsito (AMT) divulgou ontem que, a partir deste mês, não vai instalar mais placas e demais avisos de sinalização que alertam os condutores sobre os pontos onde se encontram os radares estáticos na capital. O órgão explica que a medida segue a Resolução 396 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A normativa acabou com a obrigatoriedade de avisar ao motorista os pontos de fiscalização eletrônica. Nos locais onde não existe sinalização regulamentando a velocidade, os limites máximos deverão ser os fixados no artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro. Onde houver o medidor de velocidade fixo, o uso dos equipamentos móveis e portáteis somente poderão ser usados a uma distância mínima de 500 metros em vias urbanas e trechos de vias rurais com características de via urbana e a 2 quilômetros de vias rurais e vias de trânsito rápido. Conforme ressaltou a AMT, o poder público deve sinalizar somente a velocidade da via e o motorista tem de respeitar o limite estabelecido. As placas de alerta sobre a existência de pardais já instalados na capital vão permanecer no seus devidos lugares, garantiu a autarquia. Os serviços de instalação de novos equipamentos seguirão, todavia, a determinação do Contran e, portanto, não haverá sinalização de advertência. A AMT frisou que os motoristas devem respeitar o limite máximo permitido nas vias, o que, segundo divulgado, pode evitar muitos transtornos e reclamações. Na página da AMT na internet, a parte do serviço de fiscalização das vias mostra que existem apenas 18 locais de radares estáticos, espalhados por avenidas em 16 setores na cidade. Este número, entretanto, está desatualizado. No site da autarquia também não existe nenhuma informação sobre a decisão de a AMT seguir a resolução do Contran, o que pode pegar qualquer motorista de surpresa. A reportagem tentou contato com o presidente da AMT, Senivaldo Silva Ramos, para que ele comentasse o caso, mas não obteve retorno das ligações.-Imagem (Image_1.165416)