Na mesma hora em que a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) divulgava que iria cortar uma gameleira saudável existente na esquina da Avenida José Hermano com a Rua Santa Bárbara, no Setor Campinas, em Goiânia, por “ameaçar imóveis”, o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) determinava que peritos da Unidade Técnico-Pericial Ambiental (UTPA) do próprio órgão ministerial deveriam fazer um parecer técnico para esclarecer o estado fitossanitário da gameleira e responder qual o grau de risco iminente de queda e se há “alternativas técnicas e urbanísticas viáveis” capazes de resolver o problema envolvendo a calçada e o imóvel vizinho. A Comurg chegou a alugar, por seis dias e por R$ 39,6 mil, dois guindastes telescópicos móveis, com operadores e cestos aéreos reforçados, com alcance mínimo de 35 metros e capacidade mínima de 25 toneladas, para fazer o serviço. Ainda não foi marcada uma data, mas a companhia informou que o cronograma seria definido após a designação de gestor e fiscal do contrato de locação de guindastes. Na terça-feira (15), a Comurg confirmou a contratação em publicação no Diário Oficial do Município (DOM). No dia seguinte, às 15h57, publicou um informe sobre o corte em um grupo de jornalistas no Whatsapp.