A Arquidiocese de Goiânia abriu a Campanha da Fraternidade 2023 na manhã desta quarta-feira (22) no Auditório do Santuário-Basílica Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a Matriz de Campinas. Neste ano a Igreja Católica irá refletir sobre a fome, e por isso escolheu como tema “Fraternidade e Fome”.O objetivo é sensibilizar a sociedade e a Igreja para o enfrentarem do flagelo da fome que só em Goiás atinge aproximadamente 858 mil pessoas. O número representa 11,9% dos domicílios do Estado, de acordo com o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil (Vigisan), divulgado no segundo semestre do ano passado.São casas em que há insegurança alimentar grave, ou seja, não comem por falta de dinheiro para comprar alimentos, fazem apenas uma refeição por dia ou ficam o dia inteiro sem comer.Leia também:- Dai-lhes vós mesmo de comer- Oito bebês desnutridos são internados por dia no País, mostra Fiocruz- Projeto de restauração mira rota religiosa do turismo em GoiásA Campanha da Fraternidade, como em todos os anos, é aberta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na Quarta-feira de Cinzas, data que marca o início da Quaresma. E essa será a terceira vez que a Igreja Católica irá refletir sobre a fome, sendo a primeira vez em 1975, depois, em 1985, e agora.Na Arquidiocese de Goiânia, a abertura da Campanha da Fraternidade contou com a presença do arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom João Justino de Medeiros Silva; e do bispo auxiliar da Arquidiocese de Goiânia, Dom Levi Bonatto.No Brasil, a Campanha da Fraternidade é realizada desde 1964, em nível nacional, pela Igreja Católica, por meio da CNBB, e tem como objetivo geral conscientizar, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta.