O Aterro Sanitário de Goiânia ganha outro capítulo na disputa judicial para mantê-lo, ou não, em funcionamento. Na terça-feira (2), o local terá inspeção determinada pelo desembargador Maurício Porfírio Rosa, após questionamentos do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) sobre a visita do magistrado ao espaço com o prefeito Sandro Mabel (UB). A decisão, em meio ao processo sobre a interdição do aterro, vem como “medida necessária para que a causa possa receber uma decisão justa, compatível com a realidade dos fatos, e não conforme melhor interesse de uma das partes”. A Justiça havia determinado em 25 de abril a interdição progressiva do aterro por descumprimento do termo de ajustamento de conduta (TAC) feito com o MP-GO em 2020 e renovado no início de 2024, por falta de licença ambiental. A juíza Mariuccia Benicio Soares Miguel, da 7ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia, havia acatado argumentos da ação civil pública interposta pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) e pelo governo estadual e dado mais 30 dias para o encerramento da destinação dos resíduos. Quatro dias depois, a liminar foi derrubada pelo Leandro Crispim, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO).