O Aterro Ouro Verde, em Padre Bernardo, que havia sido palco de um desmoronamento de parte do maciço de lixo no dia 18 de junho de 2025, além de outros dois em novembro passado, busca obter junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) a licença para encerramento definitivo das atividades. Contudo, o local já não recebia mais rejeitos desde um dia após o primeiro deslizamento de resíduos, por determinação da pasta.A empresa Ouro Verde, responsável pelo denominado lixão, formalizou no início deste mês o pedido de encerramento definitivo do espaço dessa forma. Para isso, deve seguir uma série de obrigações de recuperação ambiental, além de outras ações para o descomissionamento (desativação) do local. Ainda não houve uma resposta por parte da Semad, que aguarda respostas do empreendimento para a concessão da licença.Para o trâmite, foram pedidos documentos, como um plano de descomissionamento e encerramento das atividades com anotação de responsabilidade técnica (ART), e que devem conter: “Diagnóstico ambiental atualizado da área; medidas emergenciais já adotadas; ações de contenção, remoção e destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e do chorume que atingiram o curso hídrico; plano de remediação das áreas impactadas; programa de monitoramento ambiental (solo, águas superficiais e subterrâneas); bem como cronograma físico de execução.” A pasta cita que segue monitorando a situação do empreendimento, com requerimento para que a empresa apresente estudos sobre a presença de metais pesados e outras substâncias que contaminaram o Córrego Santa Bárbara, atingido pelos resíduos desmoronados.