Auditoria Fiscal do Trabalho em Goiás começou, nesta sexta-feira (17), o recolhimento das pistolas PT 24/7 PRO D, da fabricante Taurus. A primeira etapa tem previsão para ser concluída no dia 27 de novembro. No dia 13 de novembro foram iniciadas as ações administrativas para substituição das pistolas. Ao todo, serão substituídas 2,5 mil pistolas da Polícia Militar (PM) e 704 da Polícia Civil (PC). A medida de interdição e recolhimento das armas é resultado de uma auditoria realizada de agosto a outubro deste ano, que investigou acidentes e incidentes reportados pela PM relativos ao armamento. Até o momento, pelo menos 27 acidentes policiais foram registrados.O documento concluiu que as pistolas são inseguras e perigosas para o uso dos policiais, o que exige o seu recolhimento imediato e a sua substituição por armas comprovadamente seguras.Como as pistolas estão distribuídas nos 246 municípios goianos, foi necessário fazer até o momento o levantamento por batalhão, ou seja, localizar e identificar a quantidade de armas que há em cada um. Somente depois desse levantamento é possível criar um protocolo para o recolhimento.As pistolas foram compradas em 2013 pelo Governo de Goiás, ao custo de quase R$ 5 milhões. E no começo do mês de outubro, a Justiça determinou que a empresa Forja Taurus S/A trocasse o armamento.De acordo com a decisão judicial, a PM afirmou que as pistolas apresentaram problemas e mesmo com a manutenção, as falhas, como disparos acidentais, continuaram.Problemas das armas- Disparos em rajadas em regime automático [deve ser em modo semiautomático];- Falha do retém do ferrolho [a pistola não fica aberta, não indicando que a munição acabou];- Carregador [de munição] danificado com rachadura;- Arma que não para na ação simples [ a pistola não fica na posição que gera maior precisão do tiro];- Travamento do gatilho;- Arma dispara no coldre [equipamento que os policiais transportam a arma junto ao corpo quando fardados];- Disparo involuntário.