O sistema metropolitano de transporte coletivo verificou um aumento de usos, ou seja, os usuários estão se deslocando mais e utilizando mais os ônibus, o que comprova que os benefícios estão sendo capazes de movimentar a demanda já existente nas cidades metropolitanas. A constatação é baseada em estatísticas da gestão do serviço (leia mais abaixo). Apesar disto, não houve aumento no número de novas validações entre um ano e outro (2022 e 2023), mesmo com a realização de uma reformulação do sistema e implantação de serviços e benefícios, como bilhetes mais acessíveis. O subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte da Secretaria Geral de Governo (SGG), Miguel Angelo Pricinote avalia que havia historicamente uma perda de até 10% de usuários por ano e verificar uma tendência de manutenção do número entre os períodos é algo a ser visto como positivo, como se os benefícios concedidos estejam sendo capazes de segurar os usuários no sistema. Em novembro de 2022, o índice de passageiros por quilômetro rodado (iPKe) teve taxa de 1,3971, enquanto que em outubro passado o número foi de 1,3857 passageiro equivalente por quilômetro rodado. O subsecretário lembrou ainda que houve um aumento de quilômetros rodados entre 2022 e 2023, com extensões de linhas, o que também impacta no índice. “É um índice que varia pouco mesmo. Para ter uma grande mudança teria que ter uma novidade na cidade, com maior população, ou aumento de frota e oferta de viagens, algo muito além do planejado”, explica.