O corredor do ônibus de trânsito rápido BRT Norte-Sul (da sigla em inglês “bus rapid transit”) de Goiânia completa dois anos de operação, marco atingido na mesma data em que a Prefeitura realiza a entrega de mais 17 quilômetros (km) de vias equipadas com sinalização semafórica inteligente, a chamada metronização, no trecho entre os terminais Recanto do Bosque e Isidória. Quando foi implantado, a promessa era de que a viagem no corredor exclusivo teria o tempo reduzido entre 30% a 40%, o que não ocorreu. A ideia é que, com a metronização, esse percentual seja atingido. Porém, especialistas indicam o crescente aumento dos veículos particulares e o tempo de embarque e desembarque nas plataformas como desafios. Nestes 24 meses, os usuários ganharam uma nova frota de 60 ônibus do tipo elétrico, todos equipados com ar-condicionado, plataformas de embarque com portas automáticas e telas informativas sobre o tempo de chegada das próximas linhas, terminais novos ou reformados e uma tarifação única e integrada ao restante do sistema. Por outro lado, a questão operacional e o tempo de viagem não teve o ganho esperado. “Existe uma explicação técnica para esse cenário. Entre 2024 e 2026, houve um aumento significativo no volume da frota de veículos individuais (carros e motos), o que gerou maior gargalo e congestionamento nos cruzamentos e interseções por onde o BRT circula”, afirma o engenheiro e professor de Engenharia de Transportes da Universidade Federal de Goiás (UFG) Ronny Medrano.