Dos 56 mil litros de biodiesel que levava o caminhão que tombou na GO-403, entre Goiânia e Senador Canedo, na madrugada do sábado (1°), 10 mil caíram no Rio Meia Ponte. O titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), Luziano de Carvalho, afirma que a transportadora de biodiesel Primavera Diesel Ltda, responsável pelo caminhão, tomou as providências cabíveis e contratou uma empresa para conter os danos e mitigar os efeitos ambientais, mas que o impacto desse tipo de contaminação à natureza nunca é completamente recuperado. Para conter o avanço da substância pelo curso do manancial, que deságua no Rio Paranaíba –, foi instalada uma barreira de contenção. De acordo com o delegado Luziano, também foi retirada, de forma manual, boa parte do óleo que caiu na pista e no Meia Ponte. No entanto, isso não anula os danos graves causados pelo acidente. O engenheiro sanitarista e ambiental Áquila Levindo, em conversa com O POPULAR, explicou que, quando o rio é contaminado por substâncias como essa, o oxigênio existente da água é reduzido. Por isso, além da contenção, é importante monitorar o nível de oxigênio da água agora, segundo ele, para que o biodiesel não afete o ecossistema do trecho hídrico.