Autor do disparo que matou um cachorro comunitário no estacionamento do Estádio Serra Dourada, no final da tarde de domingo (5), o soldado do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBM-GO), Johny Lucas Alves Rosa, de 27 anos, disse em depoimento à Polícia Civil que atirou ao ver o animal avançando em sua direção e que não sabe dizer se chegou a ser mordido ou apenas arranhado. No começo da semana, com a ampla repercussão que o caso ganhou nas redes sociais, a assessoria do CBM-GO enviou uma nota dizendo que Johny havia sofrido “múltiplas mordidas”. O POPULAR teve acesso com exclusividade ao trabalho de investigação feito pelo Grupo de Proteção Animal (GPA) da Polícia Civil até o momento em que o caso foi encaminhado para a Justiça Militar, visto que Johny estava de plantão em serviço quando o fato ocorreu. Além do bombeiro, foram ouvidas duas testemunhas, uma auxiliar judicial de 62 anos que mora próximo ao local e disse ter visto o que aconteceu após o disparo e um vigilante de 31 anos que trabalha no estacionamento, viu o corpo do cachorro, que tinha o nome de Brutus, e conversou com Johny.