O cemitério São Miguel, onde está sepultado os restos mortais de Cora Coralina (1889 - 1985), na cidade de Goiás, abriga um túmulo com uma suástica, que se tornou símbolo do nazismo. A marca está gravada na lápide do austríaco Johann Jessl, que adotou o nome brasileiro João (1903 - 1936). A gravura esculpida em baixo-relevo despertou a curiosidade do pesquisador Frederico Tadeu Gondim, da Universidade Federal de Goiás (UFG), e virou tema de uma dissertação de mestrado apresentada em 2021. O jovem austríaco foi um caso de mão de obra especializada, e nossa hipótese é a de que Jessl chegou à Cidade de Goiás por recomendação de alguma empresa na qual possa ter trabalhado em São Paulo, ou mesmo a convite”, frisou Gondim, na dissertação. A dissertação, intitulada “A suástica de João Jessl: Memória e imaginário no Cemitério São Miguel da Cidade de Goiás”, busca compreender a trajetória do austríaco e o significado do símbolo naquele contexto histórico.