Retratados durante anos de forma equivocada como catadores de papel, Wagner e Roberto eram apenas dois amigos, com profissões distintas, quando encontraram o aparelho abandonado. Então com 18 anos, Wagner tinha começado a trabalhar como motorista profissional na época do acidente. Ele ainda guarda a carteira de trabalho, que só não virou lixo radioativo porque estava na empresa que o havia contratado na época. Roberto, com 21 anos, vendia roupas. Em um domingo de 1987, passou pelo terreno abandonado do antigo IGR e viu a peça. Foi quando chamou Wagner para ajudá-lo a carregá-la porque era muito pesada. “Foi só isso que o Wagner fez na inocência, porque ninguém sabia do perigo. O aparelho estava em um lote abandonado, sem portas, cheio de mato e até moradores de rua dormiam e faziam suas necessidades lá”, contou uma pessoa próxima ao motorista, que não quis se identificar.