Relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica revelam que decisões políticas, e não técnicas, adiaram a definição do local; depósitos em Abadia de Goiás abrigam hoje 6.000 toneladas de rejeitos do césio-137 (Divulgação/CNEN) Há quase quarenta anos, os rejeitos radioativos do césio-137 oriundos do maior acidente radiológico da história do Brasil estão acomodados no Depósito Definitivo de Rejeitos Radioativos de Abadia de Goiás. Porém, a escolha do local enfrentou uma oposição pública à permanência dos rejeitos em Goiânia, ou mesmo no Estado de Goiás. O POPULAR teve acesso a um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no qual é dito que não havia dificuldade técnica para a construção de um local de armazenamento dos rejeitos. No entanto, a escolha de um local foi adiada por considerações políticas.