No Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, a menina Leide das Neves, então com 6 anos de idade, fez um pedido para o pai, Ivo Alves Ferreira: “Promete para mim que vai cuidar do meu bichinho?”. Esse é o apelido que ela tinha dado para a sobrinha, Tatiele, que era um bebê quando houve o acidente radiológico com o césio 137 em Goiânia. O pai, que antes era inconformado com a gravidez da filha mais velha, Lucélia das Neves, conseguiu se aproximar da neta depois do pedido de Leide. Leide morreu no dia 23 de outubro de 1987, no hospital do Rio de Janeiro, onde só estava acompanhada pelo pai, Ivo. Ambos foram dois dos principais atingidos pelo acidente radiológico com o césio 137, em Goiânia. Em entrevista ao POPULAR, a mãe de Leide, Lourdes das Neves Ferreira, conta que ela era uma menina doce e vaidosa. “Era uma criança diferenciada. Muito vaidosa, o bracinho sempre cheio de pulseiras e o cabelo era o luxo dela”, disse.