Goiânia registrou, em maio deste ano, a menor cobertura de saúde bucal na Estratégia Saúde da Família (ESF) e na atenção primária para o mesmo período dos últimos dez anos. O índice é de 18,62%, menos da metade da cobertura estadual (50,69%) e da nacional (49,36%). O cenário se reflete em unidades de saúde sem dentistas ou com número insuficiente de profissionais, além da falta de equipamentos. A gestão municipal argumenta que, atualmente, a rede passa por um processo de reestruturação. A cobertura da ESF e atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS) diz respeito à parcela da população com acesso potencial aos serviços oferecidos nesse nível de atenção, refletindo a capacidade de oferta da rede pública. No Brasil e em Goiás, esse índice gira em torno de 50%. Em Goiânia, porém, município que concentra cerca de 20% da população do Estado, a cobertura é bem inferior.