A abundância hídrica que justificou a localização de Goiânia, às margens do Rio Meia Ponte, contrasta com o cenário atual de seu principal manancial. Antes límpido e utilizado pela população, hoje é caracterizado pela sujeira e mau cheiro ao atravessar a capital. Na semana do Dia Mundial da Água (22 de março), o rio ostenta a marca de 50 anos de poluição sem uma solução à vista para o problema. Apesar da importância vital para a Região Metropolitana, conta apenas com ações pontuais e carece de um plano mais ousado para reverter o histórico de degradação. A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Dr. Hélio Seixo de Britto, no Setor Goiânia 2, região norte da capital, foi inaugurada em 2004 às margens do rio sob a promessa de que lhe devolveria águas cristalinas. À época, a iniciativa foi tratada como um projeto de despoluição, mas até hoje a unidade não consegue conter o problema. Especialistas relataram ao POPULAR o que já foi feito e quais medidas seriam necessárias para a completa recuperação do rio.