Com apenas 6 conselhos tutelares para atender mais de 1,4 milhão de habitantes, Goiânia opera com menos da metade do que é recomendado para garantir os direitos da população infantojuvenil. Para cumprir as diretrizes nacionais do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) — que estabelece a proporção de uma unidade para cada 100 mil moradores —, a capital precisaria de ter um total de 14 estruturas protetivas, tendo assim um déficit de 8 postos. O cumprimento do parâmetro nacional, assim como a estrutura dos conselhos tutelares da capital, são acompanhados pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO). Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determine a existência de pelo menos um conselho tutelar por município, a proporção de uma unidade para cada 100 mil habitantes foi mantida na Resolução nº 231 de 2022 do Conanda, que substituiu a norma anterior.