Com 14 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica a menos, a rede de saúde em Goiás pode sofrer um colapso se os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) continuarem aumentando. É o que informou o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos. Nesta sexta-feira (17), o número de mortos pelo agravamento de doenças respiratórias no estado chegou a 118, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO). A quantidade ainda é menor do que no mesmo período do ano passado, quando houve 212 óbitos por Srag. Contudo, o número preocupa a rede pela capacidade menor de internação. A subsecretária de Políticas e Ações em Saúde, Amanda Melo, disse que, além dos 14 leitos de UTI a menos, o estado perdeu cerca de 40 leitos de enfermaria pediátrica neste ano. “Temos uma pressão maior por leitos de internação por conta dessa redução”, disse. A ideia da secretaria é fazer um plano de ação junto com os municípios para resolver a situação.