A taxa de efetivação de transplantes em Goiás no primeiro semestre de 2026 foi de apenas 16,47%. Das 334 notificações de morte encefálica no período,só 55 resultaram em doações efetivas. Junho registrou o menor índice do semestre: 9,68%, contra 32,08% em maio. Na última década, o maior índice foi em 2020, quando 22,76% das notificações se converteram em doações efetivas. O menor foi em 2016 (14,08%). O principal desafio continua sendo a elevada taxa de negativas familiares. Embora, em alguns casos, os transplantes possam ser realizados com doadores vivos, a maior parte deles depende do diagnóstico de morte encefálica (veja quadro). A notificação pelos hospitais é obrigatória e, assim que a Central Estadual de Transplantes de Goiás (CET-GO) recebe a comunicação, acompanha o caso para garantir o cumprimento dos protocolos. “Temos um plantão para atender as unidades de saúde a qualquer momento”, explica Katiuscia Christiane Freitas, gerente de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).