Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves (CARA), unidade de referência responsável pelo monitoramento contínuo das pessoas afetadas direta e indiretamente pelo acidente com o Césio-137 (Reprodução/ Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves (Cara)) Quase quatro décadas após o maior acidente radiológico da história do Brasil, ocorrido em Goiânia em 1987, os efeitos da tragédia ainda reverberam - não apenas entre os sobreviventes diretos, mas também entre seus descendentes. Filhos, netos e até bisnetos das vítimas seguem sendo acompanhados pelo sistema público de saúde em Goiás, por meio de atendimento médico especializado, exames periódicos, acompanhamento psicológico e suporte de equipe multiprofissional em um modelo considerado único no país.