A Prefeitura de Goiânia fechou um acordo para pagar R$ 10,1 milhões ao Consórcio Limpa Gyn de indenização por ter cedido equipamentos e pessoal para garantir o funcionamento do aterro sanitário municipal durante uma grave crise no final da gestão do então prefeito Rogério Cruz (SD), no segundo semestre de 2024. Na época, a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), que administrava o aterro, não conseguia pagar a empresa que era responsável pelo fornecimento e operação deste maquinário, a RSN Logística, de Palmas, levando a um distrato entre as partes que quase culminou com o fechamento do único local disponível na capital para despejo de lixo. O Limpa Gyn havia assumido, em março de 2024, a coleta pública de resíduos sólidos e seria o principal prejudicado com uma possível paralisação do aterro por falta de maquinário. Nos primeiros dias de ajuda, com o fornecimento do equipamento, o consórcio dizia que fazia de forma gratuita. Entretanto, como a situação não melhorava para a Comurg, levando a mesma a devolver a gestão do aterro para a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) em setembro daquele ano, a demanda foi aumentando para o consórcio, que passou a falar em ressarcimento pelo custo com a operação.