O ex-diretor de um hospital da cidade de Goiás afirma que foi alterado o contrato apresentado pelo Instituto Goiano de Serviços (IGS) à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia como comprovante de experiência exigido pela legislação para garantir o repasse de uma emenda impositiva, especificamente uma de R$ 1,8 milhão. Na terça-feira (13), O POPULAR mostrou que o IGS tem como sede um ponto comercial à venda no Setor Campinas e que o médico contratado para fazer os principais serviços é cunhado da pessoa que aparece como presidente da entidade. O documento entregue à SMS foi assinado em agosto de 2025 e aponta que o IGS foi contratado pelo Hospital de Caridade São Pedro d’Alcântara (HSP) para prestar uma série de serviços, como internações, cirurgias e exames em geral. Porém, Marcos Elias da Neiva, que era diretor do hospital na época e assinou o contrato, afirma que o contratante, na verdade, é o instituto é o contratante, tendo comprado alguns serviços do hospital. Ele também diz que nenhum serviço foi efetivado até o momento. O IGS foi criado em junho de 2025 e a única experiência apresentada à SMS foi esse contrato.