Uma auditoria feita pela Controladoria-Geral do Município (CGM) de Goiânia encontrou irregularidades em um contrato da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), assinado na gestão passada e no valor de R$ 12,4 milhões, que teriam causado um prejuízo de R$ 5,1 milhões. A HM Cirúrgica, de Palmas (TO), foi contratada em 2024 após vencer um pregão eletrônico realizado pela pasta para fornecer medicamentos diversos. Porém, segundo a CGM, não houve comprovação de entrega do material equivalente a 41% do total pago à empresa. Todos os pagamentos se concentraram entre 17 de maio e 12 de julho daquele ano. O jornal teve acesso a uma série de documentos, com data de novembro de 2025 a fevereiro deste ano, que apontam um cenário na SMS de “falha sistêmica e generalizada nos processos de aquisição, recebimento, registro, atesto e pagamento de medicamentos e insumos”. “As irregularidades demonstraram um descumprimento contínuo de normas legais, éticas e contratuais, culminando em um prejuízo direto ao erário em pagamentos realizados sem a devida comprovação de entrega física ou com inconsistências significativas nos registros”, diz um dos relatórios mais recentes. No mesmo despacho, a SMS afirma já ter adotado medidas quanto aos procedimentos de gestão e fiscalização.