Uma auditoria da Controladoria-Geral do Município (CGM) de Goiânia encontrou elementos suficientes para afirmar que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), ainda na gestão do prefeito Rogério Cruz (SD), pagou de forma irregular o Instituto Idesp, de Palmas (TO), por um convênio de R$ 11,7 milhões que previa a digitalização de documentos da pasta e não chegou a ser realizado. Ao todo, o relatório feito pelo órgão aponta dez irregularidades, como a ausência de trâmites legais para a contratação e de uma justificativa “formal, clara e fundamentada” para o pagamento ter sido feito de forma integral e antecipada e a falta de comprovação da efetiva prestação do serviço. “As falhas na gestão e fiscalização, incluindo a celeridade dos pagamentos e a ausência de materialização do objeto, configuram indícios de erro grosseiro, negligência administrativa e, possivelmente, má-fé, que culminaram em prejuízo ao erário e potencial responsabilização dos agentes públicos e privados envolvidos”, afirma o relatório com data de 10 de fevereiro, em um dos pontos da conclusão. O documento foi elaborado a partir de um ofício da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), que apura se houve fraude neste caso para desvio de recursos públicos.