Conforme explica o historiador Ramir Curado, o curso do Rio Corumbá foi alterado para viabilizar a atividade mineradora, intervenção cujos efeitos permaneceram por mais de dois séculos e meio. Por causa disso, a mesma queda d’água que hoje atrai cerca de 120 mil turistas por ano foi, no passado, um obstáculo para essa exploração. Segundo Curado, ainda no início do século 18 houve essa intervenção no Corumbá, desviado para facilitar a extração do ouro. Décadas depois, novas ações humanas ampliariam a exploração da área. Coordenador da Rota dos Pireneus e gestor do Salto Corumbá, Cleber Nerys ressalta que o local carrega uma narrativa histórica rica a ser compartilhada com os visitantes. “O cenário é perfeito para as atividades esportivas, de recreação, banho etc., mas ele também foi palco de muita história”, destaca, acrescentando que essa parte é reforçada pelos instrutores durante as atividades de aventura no local.