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Covid-19 nos bairros de Goiânia: doença volta com força na região central e migra na periferia

Jardim Curitiba, Parque Tremendão e Conjunto Vera Cruz aparecem com maior aumento porcentual nos últimos 15 dias, enquanto no Jardim Guanabara avanço de casos confirmados se estabiliza. Setor Bueno e Jardim América voltam a ficar entre os que registram maior crescimento

Serviço de desinfecção no transporte coletivo

Serviço de desinfecção no transporte coletivo (Douglas Schinatto)

Atualizada às 22h09

Após um pico de casos confirmados de Covid-19 no Jardim Guanabara e Jardim Novo Mundo em junho, quando o novo coronavírus (Sars-CoV-2) intensificou o processo de "periferização" da doença, a epidemia agora passa por uma migração entre os bairros mais afastados da região central e segue com força nos mais populosos da região centro-sul.

Após 14 dias sem atualizações, a Plataforma Covid-19, desenvolvida por uma equipe multiprofissional do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás (Lapig/UFG), voltou a receber dados sobre a incidência do novo coronavírus da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, nos quais se destacam Jardim Curitiba, Setor Campinas, Setor Bueno, Jardim América e Parque Tremendão.

Estes cinco bairros são os que apresentaram o maior aumento porcentual de notificações entre os dias 1º de julho (quando foi feita a última atualização na plataforma antes da interrupção) e 14 de julho. Isso considerando apenas os bairros que no começo do mês tinham mais de 50 registros de Covid-19 -- ao todo, 32. Já são 515 bairros com casos de Covid-19 confirmados por testes, 40 a mais do que havia no dia 1º.

Mortes
Já quando se observa o total de mortes por bairros, conforme relatório da plataforma da UFG, os que mais chamam a atenção são o Conjunto Vera Cruz e o Jardim Nova Esperança, respectivamente terceiro e quarto com mais óbitos mesmo não estando entre os dez com mais moradores infectados.

Bairros com poucas notificações de casos positivos também se destacam pelo número de mortes proporcionalmente, como o Jardim Acalanto (4 mortes e 12 casos confirmados), a Vila Abajá (3 mortes e 15 casos confirmados) e a Vila Itatiaia (5 mortes e 35 casos confirmados).

Há também cinco bairros que registraram um óbito cada que aparecem com apenas um caso confirmado de Covid-19 (Areião I, Chácara Califórnia, Jardim Sonia Maria, Residencial Buena Vista IV e Vila Jacaré). E um que aparece com dois casos, sendo os dois fatais: Vila Matilde.

Já quando se considera apenas os 30 bairros com mais casos confirmados, os cinco com mais mortes por número de casos confirmados estão na periferia. Além do Conjunto Vera Cruz e do Jardim Nova Esperança, estão nesta lista Vila Finsocial, Residencial Vale dos Sonhos I e Parque Atheneu.

Ainda considerando os 30 bairros com mais casos confirmados, apenas o Balneário Meia Ponte e o Setor Negrão de Lima seguem sem mortes registradas. O primeiro já tem 97 moradores com Covid-19 até agora, enquanto o outro aparece com 87.

Triste liderança
O Setor Bueno continua liderando a lista dos bairros com mais casos, agora com 487 moradores que se infectaram ao longo dos últimos 4 meses. O Jardim Guanabara, que chegou a ficar bem próximo do Bueno, agora está com 381 casos, porém na tabela aparece atrás do Setor Oeste, com 296 casos, porque ao contrário dos bairros centrais o Guanabara é dividido em pequenos setores. Outro bairro que viu o número de confirmações perder força foi o Novo Mundo.

Cruzamento de dados feito pela reportagem mostra, entretanto, que nos últimos 15 dias, o bairro que mais vem tendo destaque negativo na epidemia é o Jardim Curitiba, na região Noroeste, ao apresentar um crescimento de 80,3% no total de casos. O Parque Tremendão, que fica ao lado, aparece em 5º entre os com maior aumento. Os dois bairros aparecem entre os 20 com mais casos atualmente.

Outro bairro que aparece com grande aumento de casos é o Setor Campinas, que teve o primeiro caso confirmado apenas em 20 de abril e até 1º de junho não passou de 10 casos confirmados. Em 1º de julho eram 54 casos e agora já são 88, um aumento de 62,9%. Na lista dos 504 bairros, Campinas aparece em 23º.

O Setor Bueno e o Jardim América são outros dois bairros que apresentam crescimento acima de 50% em 15 dias. Completam a lista de 10 com maior aumento o Conjunto Vera Cruz, o Setor Central, o Cidade Jardim, o Setor Bela Vista e o Setor Pedro Ludovico.

Dados públicos
Desde abril, a Plataforma Covid-19 divulga em um site (covidgoias.ufg.br) informações sobre o avanço da infecção no Estado, na capital e nos bairros de Goiânia e Aparecida. Por 14 dias, entretanto, os dados ficaram sem atualização, segundo o Lapig, até que fosse encontrada uma forma nova de torná-los públicos, devido ao grande volume de informações a serem checadas. Goiânia já soma mais de 10,5 mil casos e 297 mortes.

Confira a lista atualizada com os 31 bairros com mais casos confirmados:

Bairro -- Casos em 14 de julho (Aumento em 15 dias)

Setor Bueno --487 (51,2%)

Setor Oeste --296 (39,6%)

Jardim Guanabara -- 294 (5,4%)

Jardim América -- 272 (50,3%)

Jardim Novo Mundo -- 213 (25,3%)

Setor Central -- 196 (45,2%)

Jardim Goiás -- 194 (32%)

Parque Amazônia -- 193 (35,9%)

Setor Pedro Ludovico -- 175 (40%)

Setor Leste Universitário -- 153 (23,4%)

Jardim Curitiba -- 128 (80,3%)

Conjunto Vera Cruz -- 127 (46%)

Setor Marista -- 114 (29,5%)

Jardim Nova Esperança -- 112 (38,3%)

Residencial Vale dos Sonhos I - 107 (10,3%)

Cidade Jardim -- 99 (43,5%)

Setor Recanto das Minas Gerais -- 99 (35,6%)

Setor Aeroporto -- 98 (38%)

Jardim Balneário Meia Ponte -- 97 (34,7%)

Setor Parque Tremendão -- 92 (46%)

Parque Atheneu -- 91 (33,8%)

Vila Finsocial -- 89 (39,1%)

Setor Campinas -- 88 (63%)

Setor Sudoeste -- 88 (31,3%)

Setor Leste Vila Nova -- 87 (31,8%)

Setor Negrão de Lima -- 87 (31,8%)

Setor Bela Vista -- 86 (43,3%)

Setor Urias Magalhães -- 85 (11,8%)

Setor Morada do Sol -- 76 (5,6%)

Setor Sul -- 73 (32,7%)

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Vazios urbanos habitados

Grande parte da população brasileira vive hoje em cidades. Em 1960, a taxa de urbanização do país era de 45,52%, e, uma década depois, esse índice subiu para 56,8%. Atualmente, segundo o IBGE, a urbanização no Brasil é de aproximadamente 85%. Esse adensamento exige que os gestores públicos e as incorporadoras pensem em cidades adaptadas às pessoas, e não apenas a veículos, ruas e viadutos.

Infelizmente, o modelo de cidade que estamos consolidando em Goiânia vai na direção contrária. Hoje, temos muito mais espaços públicos dedicados aos carros do que aos pedestres. Diariamente, surgem grandes edifícios, totalmente murados, de uso único, que negam o contato com a rua. São pequenas ilhas, sem qualquer grau de interação com seu entorno, de onde brotam carros e não moradores. Estamos favorecendo o isolamento de pessoas em áreas densamente povoadas. Criando vazios urbanos onde deveria haver convivência.

Uma cidade acolhedora e sociável não poderia ser assim. Em vez de muros que isolam os ambientes, deveria promover a integração das edificações com suas vizinhanças. Deveria prever o uso misto dos espaços, combinando diferentes tipos de atividades em uma mesma área. Deveria estimular a consolidação de bairros que integrem moradias, escolas, parques, mercados e centros culturais. Com isso, as pessoas poderiam ter acesso caminhando a vários serviços, sem o uso de automóveis. Pessoas nas ruas trazem vida às cidades.

A cidade deveria incentivar a construção de prédios que combinem apartamentos nos andares superiores com lojas no térreo, as chamadas fachadas ativas. Isso promoveria uma relação mais dinâmica e explícita entre os edifícios e as calçadas, ajudando a criar uma cidade mais hospitaleira e funcional para seus moradores. Pessoas nas ruas trazem segurança às cidades.

Diversas cidades ao redor do mundo já se atentaram a isso. Paris é uma das pioneiras na implementação do conceito de cidade de 15 minutos, onde as seis funções sociais essenciais (viver, trabalhar, obter suprimentos, assistência médica, educação e desenvolvimento pessoal) devem ser acessíveis em um raio de 15 minutos. Porto, em Portugal, tem se empenhado em criar áreas mais sustentáveis e acessíveis, com foco em promover a mobilidade ativa (como caminhar e andar de bicicleta) e o uso de transporte público. Diversos outros casos podem ser estudados.

Atílio Corrêa Lima planejou Goiânia para ser uma cidade-jardim. A ideia era criar uma cidade com boa ventilação, calçadas largas, iluminação natural e fácil acesso a áreas públicas e de lazer. Um bom exemplo é a Alameda Botafogo, projetada para ser um ambiente agradável, com espaços verdes ao longo de sua extensão, tornando-a não apenas uma via de transporte, mas também um espaço de lazer e convivência urbana. O que fizeram com a Alameda Botafogo?

Não podemos deixar que nossos gestores e os incorporadores se esqueçam dos planos iniciais de nossa capital. Revisitar nosso passado e analisar o nosso presente faria muito bem para o nosso futuro.

Emiliano Lobo de Godoi, professor da Escola de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal de Goiás

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Mulher consegue escapar e pedir ajuda após homem a agredir, estuprar e tentar afogá-la em Goiânia, diz polícia

Jovem de 19 anos foi encontrada sem roupas com vários hematomas no rosto. Suspeito foi preso em flagrante

Suspeito de 19 anos foi preso em flagrante pelos crimes na Vila Bethel, a 7 km de distância do local do crime (Divulgação/Polícia Militar)

Suspeito de 19 anos foi preso em flagrante pelos crimes na Vila Bethel, a 7 km de distância do local do crime (Divulgação/Polícia Militar)

Uma mulher, de 19 anos, conseguiu escapar e pedir ajuda após homem a agredir, estuprar e tentar afogá-la, em Goiânia, de acordo com Polícia Militar (PM). O suspeito, que seria amigo do ex-namorado dela, foi preso pela prática do crime, segundo os militares.

Ele não achou que eu tinha morrido. Ele me jogou na água para me afogar. Aí eu consegui nadar", relatou a jovem aos militares.

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Por não ter o nome divulgado, O POPULAR não conseguiu localizar a defesa dele para que pudesse se posicionar.

O crime aconteceu por volta das 23h desta terça-feira (1), no Setor Goiânia 2, às margens do Ribeirão João Leite, conforme a corporação.

A PM informou que a mulher estava andando na rua quando foi abordada pelo homem, que ofereceu carona. Por ela conhecer o suspeito devido a relação dele com o ex-namorado, ela aceitou subir na moto, mas o homem desviou da rota e a levou para um matagal.

No local, ele abusou sexualmente dela, a agrediu e a jogou no córrego. A mulher conseguiu escapar e sair da água, mas acabou desmaiando, segundo a polícia. Após a mulher recobrar a consciência, pediu socorro e populares conseguiram a ajudar.

Socorro

De acordo com o Corpo de Bombeiros, ela foi encontrada sem roupas, na madrugada de quarta-feira (2), próximo ao Comando da Academia e Ensino Bombeiro Militar (CAEBM), no mesmo setor.

Ela apresentava vários hematomas e inchaços pelo rosto, além de escoriações no corpo, conforme a corporação. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Por não ter o nome divulgado, O POPULAR não conseguiu saber o estado de saúde dela até a última atualização desta reportagem.

Prisão

Na quarta-feira, o suspeito de 19 anos foi preso em flagrante pelos crimes na Vila Bethel, a 7 km de distância do local do crime, de acordo com a Polícia Penal. A prisão ocorreu por meio de ação conjunta com a Polícia Militar, bombeiros e Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco).

Prisão do suspeito ocorreu em ação conjunta das forças de segurança (Divulgação/Polícia Penal)

Prisão do suspeito ocorreu em ação conjunta das forças de segurança (Divulgação/Polícia Penal)

De acordo com a PM, quando as equipes chegaram na casa do suspeito, ele havia escondido a calça, que foi encontrada dentro do quarto dele. Durante a abordagem, o homem disse que era portador de uma infecção sexualmente transmissível. Ele possui antecedentes criminais por violência doméstica.

Além da moto e o capacete supostamente usados no crime, a polícia apreendeu uma porção de drogas. Conforme a PM, ele poderá responder por estupro, tentativa de feminicídio, contágio de moléstia grave e tráfico de drogas. A Polícia Civil investiga o caso.

Calça supostamente usada no crime e porção de drogas foi encontrado com o suspeito, segundo a polícia (Divulgação/Polícia Militar)

Calça supostamente usada no crime e porção de drogas foi encontrado com o suspeito, segundo a polícia (Divulgação/Polícia Militar)

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Após 'confusão' em biblioteca, escola municipal descobre que tem sete casais de gêmeos e um trio de trigêmeas

Fabíola Santiago, auxiliar de sala de leitura, contou à reportagem que ela achava estranho que chegava na biblioteca um irmão gêmeo e depois chegava o outro e ela pensava que era o mesmo aluno

undefined / Reprodução

Já pensou estar trabalhando em uma biblioteca e se deparar com vários alunos idênticos entrando e saindo várias vezes do local? Foi o que aconteceu com a Fabíola Santiago, auxiliar de sala de leitura da Escola Municipal Jardim Nova Esperança, em Goiânia. A escola tem sete casos de gêmeos e um caso de trigêmeos. O POPULAR foi até a escola para conhecer um pouco de como funciona a dinâmica do dia a dia com tantos alunos iguais na instituição.

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Fabíola Santiago contou à reportagem que ela achava estranho que chegava um aluno e depois chegava outro igual ao que tinha saído e ela pensava que era o mesmo aluno. Ao perceber que eram irmãos gêmeos a colaboradora teve a ideia de fazer um vídeo com todos os gêmeos e as trigêmeas para postar na rede social da escola. Ela chamou uma professora de matemática da escola para ajudar a reunir todos eles.

Eu pedi para eles se reunirem e quando eu vi que tinha esse tanto de menino eu achei interessante e convidei uma professora para me ajudar a juntar todos para fazermos foto e um vídeo", disse.

Fabíola Santiago, auxiliar de biblioteca, com os gêmeos e as trigêmeas na escola (Isadora Sátira/O Popular)

Fabíola Santiago, auxiliar de biblioteca, com os gêmeos e as trigêmeas na escola (Isadora Sátira/O Popular)

O vídeo que Fabíola Santiago fez está hoje com mais de 1 milhão de visualizações na rede social da escola. Segundo ela, a página de uma rede social de um jornal da região Noroeste de Goiânia publicou o vídeo e ajudou a instituição a ficar mais conhecida pelo fato inusitado que existe ali.

Eu não achei que ia viralizar igual viralizou. Eu vim de outra instituição que tinham gêmeos, mas não igual aqui, esse tanto de meninos reunidos", contou.

Em entrevista ao POPULAR , a coordenadora da escola, Greyce Kelly, contou que também não consegue diferenciá-los.

A gente tem um quantitativo muito grande de alunos na escola, então eu pergunto para eles mesmo", disse.

Contudo, a coordenadora disse que durante o cotidiano escolar eles tem comportamentos diferentes.

A gente percebe que um tem o jeito diferente do outro. Por exemplo, a Nicolly gesticula mais, o Pedro e o Davi, o Pedro é um pouquinho mais calmo. Então a gente percebe ali nos movimentos do dia a dia", relatou.

Conheça os alunos

Todos os sete casais de gêmeos reunidos mais as trigêmeas (Isadora Sátira/O Popular)

Todos os sete casais de gêmeos reunidos mais as trigêmeas (Isadora Sátira/O Popular)

  • Nicolly e Sophia - 11 anos - 6º ano A e C
  • Pedro e Davi - 9 anos - 4ºB
  • Samuel e Luís Otávio - 8 anos - 3ºA
  • Daniel e Davi - 11 anos - 6º B
  • Davi Luiz e Ana Luiza - 11 anos - 6º B
  • Júlia e Vitória - 11 anos - 6º A e B
  • Katrina e Katarina - 8 anos - 2º ano A e C
  • Izabel, Helena e Lívia - 11 anos - 6º A
  • Davi Luiz, de 11 anos, irmão gêmeo da Ana Luiza, contou como faz para identificar os colegas Daniel e Davi, de 11 anos, dentro da sala.

    O dente dele tem um que é maior que o outro, e um também tem tipo um buraquinho na cabeça dele, porque ele bateu a cabeça e ficou essa marca, esse outro já não tem", disse.

    Nesta sala estão os gêmeos Davi Luiz e Ana Luiza. Os gêmeos Daniel e Davi. A irmã gêmea da Vitória, a Júlia. (Isadora Sátira/O Popular)

    Nesta sala estão os gêmeos Davi Luiz e Ana Luiza. Os gêmeos Daniel e Davi. A irmã gêmea da Vitória, a Júlia. (Isadora Sátira/O Popular)

    Segundo Davi Luiz, ele e os colegas não confundem mais, devido o tempo de convivência, mas os professores ainda se confundem.

    Quando nos conhecemos pela primeira vez eu ficava perguntando 'qual o seu nome', aí demorou uns dois meses para eu decorar o nome de cada um e saber quem era quem, agora eu não confundo mais não", contou.

    Ao conversar com as gêmeas Nicolly e Sophia, de 11 anos, descobrimos como diferenciá-las, apesar delas ser idênticas.

    É que ela tem uma mordida de cachorro no rosto. Mas antes disso não dava para diferenciar", disse Nicolly.

    O trabalho da escola

    Nesta sala estudam as trigêmeas Izabel, Helena e Lívia, e a irmã gêmea da Júlia, a Vitória. (Isadora Sátira/O Popular)

    Nesta sala estudam as trigêmeas Izabel, Helena e Lívia, e a irmã gêmea da Júlia, a Vitória. (Isadora Sátira/O Popular)

    Alguns gêmeos estudam em salas separadas, mas cursam o mesmo ano letivo. Segundo a coordenadora da escola, eles tentam separar os irmãos e colocá-los em salas diferentes para trabalhar eles enquanto indivíduos únicos.

    A gente trabalha muito aqui na escola a percepção deles como indivíduo. Porque a gente não pode deixar que eles se apoiem sempre no irmão. Alguns aceitam ficar em salas diferentes, mas tem alguns que não aceitam ainda, mas a gente tenta separar as salas para eles conseguirem crescer enquanto indivíduo", disse.

    Segundo a coordenadora, todos os gêmeos e as trigêmeas só se conheceram melhor e se tornaram amigos após Fabíola Santiago ter tido a ideia de juntá-los e fazer o vídeo.

    A Fabíola gosta muito dessa questão do Social Midia. Aí ela falou 'Greyce você já percebeu o tanto de gêmeos que tem aqui?' Aí eu falei para ela que eu sei que tem mas que eu nunca parei para contar. Então foi aí que a gente percebeu a proporção", relatou.

    Como os professores lidam com tantos casos

    Ao POPULAR, a professora de matemática, Rosimary Zanetti, contou que uma das coisas engraçadas que já aconteceu com ela em relação aos gêmeos foi confundir duas irmãs, a Júlia e a Vitória, de 11 anos, que estudam em salas diferentes.

    Eu percebi que eu dei aula para essa menina agorinha e agora de novo, e eu falei 'Você não estava na sala de lá?' Aí ela 'Não professora, lá é a minha irmã', foi a primeira coisa", disse.

    Outro caso que ela vivenciou foi com as gêmeas Nicolly e Sophia. Segundo a professora, as duas são muito parecidas, o que dificulta na hora de diferenciá-las.

    Eu acho muito parecidas, a diferença delas eu tive que perguntar. Quando elas vem me perguntar no corredor eu olho o rosto, por causa da mordida, que é o caso da Sophia. Porque eu não consigo diferenciar se elas estiverem fora de sala", disse.

    Outra professora que usa algumas táticas para diferenciar os alunos é a Mary Rose, que dá aula para os gêmeos Samuel e Luís Otávio, de 8 anos, na turma do 4° ano B. Segundo ela os dois são muito unidos, estão sempre juntos, dentro e fora de sala.

    Eles são muito unidos, tem que sentar juntos, se eles não sentarem um atrás do outro eles acham ruim. Eles são muito parecidos, eu diferencio porque eu sei que o Samuel senta na frente e o Luiz Otávio senta atrás. Mas se eles mudarem de lugar eu já não diferencio eles", contou.

    Já Samuel e Luís Otávio, gêmeos idênticos, encontraram uma forma para ajudar os professores e colegas a diferenciá-los. As hastes do óculos de Samuel tem detalhes na cor verde enquanto as do Luís Otávio os detalhes são vermelhos.

    Gêmeos Samuel e Luís Otávio em sala de aula (Isadora Sátira/O Popular)

    Gêmeos Samuel e Luís Otávio em sala de aula (Isadora Sátira/O Popular)

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    Jovem morre em confronto com a PM após esfaquear a ex-namorada de 17 anos por não aceitar fim da relação, diz polícia

    No relato a polícia, a vítima informou que ele já tinha batido nela e tomado seu celular em outra ocasião

    Suspeito de tentativa de feminicídio e arma que estava na posse dele e foi apreendida pela polícia

    Suspeito de tentativa de feminicídio e arma que estava na posse dele e foi apreendida pela polícia (Divulgação/ Polícia Militar)

    Um homem de 27 anos, identificado como Marcelo Alves Cerqueira, morreu em Goiânia durante confronto com policiais da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e da Polícia Militar (PM), na madrugada da última segunda-feira (31). De acordo com a PM o homem é suspeito de esfaquear a ex-namorada de 17 anos, em várias partes do corpo, por não aceitar o término do relacionamento.

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    De acordo com a polícia, a jovem sobreviveu aos golpes e está hospitalizada. Quando questionado pela PM, a jovem relatou que levou golpes de faca na região da garganta, na costela e nas costas. De acordo com a vítima, ela terminou com o ex-namorado, ele não aceitou e a esfaqueou. No relato, ela informou que ele já tinha batido nela e tomado seu celular, em outra ocasião. Segundo a polícia, ela afirmou que não sabia que o companheiro tinha antecedentes criminais.

    Conforme divulgado pelo Comando de Policiamento da Capital da PM (CPCPMGO), após saberem da suspeita de tentativa de feminicídio, foi feita uma operação conjunta entre as equipes da PM do estado, para tentar encontrar o suspeito. Após investigação, foi identificado que o suspeito chamou um veículo de aplicativo para fugir até o município de Bela Vista de Goiás, localizado na região metropolitana de Goiânia.

    Depois da operação, de acordo com a polícia, foi identificado o local em que o suspeito se escondia, mas, ao chegarem no lugar a PM foi recebida com disparos de arma e precisou revidar. Após o confronto, a polícia acionou socorro médico, mas, segundo a polícia, o jovem não resistiu aos ferimentos, morreu e teve o corpo recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML).

    Segundo a Polícia Militar, quando os policiais consultaram os antecedentes criminais do suspeito, constataram que ele possuía uma extensa ficha criminal, incluindo crimes de homicídio, roubo, porte ilegal de arma de fogo, tráfico e associação ao tráfico de drogas e três tentativas de homicídio. Além disso, conforme informado pela PM, a pistola que estava com ele foi apreendida durante a operação.

    Em entrevista ao POPULAR , o delegado Henrique Wilson, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), disse que vai intimar a vítima para prestar declarações em depoimento especial e finalizar a investigação. Segundo ele, como o suspeito morreu, a punição é extinta.

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