Mestre em Epidemiologia, a enfermeira Flúvia Amorim assumiu a Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES) em janeiro de 2020 após vários anos à frente de cargo similar no âmbito da Secretaria de Saúde de Goiânia. “O desconhecido foi nosso grande desafio. Como a China sempre foi fechada, tínhamos dúvidas de que seria daquele jeito.” Diante das informações incertas que chegavam sobre a “doença misteriosa”, ela sugeriu a criação de um Centro de Operações de Emergência (COE), que fez a primeira reunião no dia 29 de janeiro de 2020. No dia seguinte, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou estado de emergência internacional em saúde pública. Depois de São Paulo, Goiás foi o segundo Estado a criar um COE para enfrentar a pandemia. O primeiro caso brasileiro de infecção pelo novo coronavírus foi registrado no dia 26 de fevereiro. Àquela altura, Goiás já tinha exercido um papel fundamental em meio a um cenário de imprecisões. Epicentro da doença provocada pelo Sars-CoV-2, o novo coronavírus, Wuhan decretou lockdown (“paralisação total”, em tradução livre do inglês) em 23 de janeiro, uma quarentena severa que levou 34 brasileiros a pedir ajuda ao governo brasileiro para deixar a China. No dia 5 de fevereiro teve início a Operação Regresso, envolvendo os Ministérios da Defesa – por meio da Força Aérea Brasileira (FAB) –, das Relações Exteriores e da Saúde. No dia 9 seguinte, quando as duas aeronaves da FAB aterrissaram na Base Aérea de Anápolis com os repatriados, representantes da SES estavam lá, entre eles Flúvia Amorim.