Após 1,6 mil desligamentos de professores efetivos da rede municipal de Educação de Goiânia, ocorridos de 2019 a janeiro deste ano, apenas 488 novos servidores foram nomeados para assumir o cargo do magistério. Os dados foram apresentados pela própria Secretaria Municipal de Educação (SME), em meio ao processo judicial que tramita a ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) no ano passado para convocação de concursados. A pasta, contudo, alega que foi realizado um remanejamento de servidores e aponta déficit de 421 profissionais de educação, sendo eles pedagogos e intérpretes de Libras. A ação civil pública protocolada em agosto passado decorreu de uma investigação do órgão ministerial que constatou a contratação indevida de servidores temporários para ocupar vagas de déficit – ou seja, que deveriam ser assumidas por concursados. Dessa forma, a ação cobrava a convocação e nomeação dos profissionais de educação aprovados no concurso público realizado em 2022 para ocupar os cargos vagos em decorrência de aposentadoria, exoneração e demissão, óbitos ou readaptação definitiva (mudança de função).