A delegada Rafaela Azzi, adjunta da Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), conclui nos próximos dias as apurações a respeito da suposta rede de apoio formada por fazendeiros e empresários que teria dado apoio a Lázaro Barbosa de Souza em sua fuga após a chacina de uma família em Ceilândia (DF). A informação foi confirmada pelo titular da DIH, delegado Rilmo Braga, ao POPULAR.Rafaela deixou a DIH e assumiu a titularidade da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (DERCR) nesta semana, já atendendo inclusive na nova delegacia. Em suas redes sociais, a delegada postou fotos se despedindo dos colegas da Homicídios e da fachada da DERCR, onde escreveu: “Novos desafios nesta casa que hoje me recebe.”A delegada também diz em suas publicações que foi "imensamente feliz" nos 385 dias que ficou na DIH, agradece aos chefes, Rilmo Braga e Carolina Paim, e também ao delegado geral da Polícia Civil, Alexandre Lourenço, pelo desafio frente à DERCR.O POPULAR mostrou na edição desta quarta-feira (21) que pelo menos um dos três inquéritos que estavam com a delegada já foi remetido à Justiça, focado na elucidação de três tentativas de latrocínio em uma chácara invadida em Cocalzinho de Goiás por Lázaro em 12 de junho, no terceiro dia de fuga após a chacina em Ceilândia.No inquérito constava o pedido para a quebra do sigilo telemático da ex-mulher do fugitivo, que foi usado, segundo a polícia, por Lázaro durante a fuga. E também constava o depoimento de uma pessoa que recebeu uma mensagem ligada ao criminoso enviada por Elmi Caetano Evangelista. Essa oitiva foi juntada ao processo que tramita na Justiça contra Elmi, acusado de ajudar Lázaro em sua fuga.A reportagem procurou a assessoria da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) questionando sobre o andamento dos inquéritos e a transferência, mas até o momento não houve retorno. A Polícia Civil informou que a resposta caberia à SSP-GO. Rafaela foi procurada em suas redes sociais e também não retornou.