Atendendo a uma ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Goiás (OAB-GO), uma decisão judicial impede o delegado Christian Zilmon Mata dos Santos de atuar em procedimentos, como prisões em flagrante, contra a advogada Áricka Rosália Alves Cunha, em que ele próprio seja apontado como vítima. A determinação foi tomada após os recentes episódios em que a advogada foi presa em flagrante pelo crime de difamação, logo depois de ter publicado um vídeo questionando o arquivamento de um inquérito. A entidade também protocolou denúncia sobre abuso de autoridade, solicitou medidas cautelares como proibição de contato e aproximação, e requereu o afastamento do delegado à Polícia Civil. A prisão de Áricka ocorreu na última quarta-feira (15), no escritório de advocacia dela em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, sob a justificativa de crime de difamação, e ela só foi liberada horas depois, após pagamento de fiança fixada em R$ 10 mil. Tal situação teria ocorrido após ela divulgar um vídeo nas redes sociais em que critica o arquivamento de um boletim de ocorrência feito por ela por difamação nas redes sociais. A advogada havia denunciado um seguir que comentou em uma publicação a chamando de “loira idiota”. A justificativa do delegado para o arquivamento foi de baixo efetivo para a investigação.