Dez meses após um incêndio de grandes proporções consumir parte do buritizal do Parque Buritis Sebastião Júlio Aguiar, no Setor Parque Oeste Industrial, em Goiânia, a paisagem do local ainda aguarda medidas para recuperação ambiental. Enquanto o Ministério Público de Goiás (MP-GO) cobra esclarecimentos e ações na área desde 2022, a Prefeitura de Goiânia apresentou, em junho deste ano, um cronograma emergencial que prevê a elaboração de relatório técnico conjunto e a indicação de possíveis medidas de recuperação, prevenção e monitoramento. Documentos técnicos da própria Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) apontam que intervenções feitas para a implantação do parque alteraram a dinâmica hídrica de uma área de vereda – um ambiente natural encharcado do Cerrado, onde a água do subsolo chega perto da superfície – ao drenar área alagada para viabilizar estruturas urbanas. Criado com a proposta de preservar a paisagem natural, o parque passou a ser alvo de questionamentos de ambientalistas e técnicos sobre os impactos das intervenções realizadas no local e no entorno.