Nos últimos meses, tem vindo das águas equatoriais do Oceano Pacífico um sinal de alerta que vem sendo utilizado também para disseminação de certo pânico: a elevação da temperatura da superfície do mar, indicando, pelos modelos de vários centros de pesquisa, a possibilidade de formação do que seria um “Super El Niño”. O termo não agrada aos técnicos da área e sua ocorrência ainda está longe de ser dada como inevitável, segundo os especialistas. O POPULAR ouviu alguns entre eles a fim de saber quais seriam os efeitos para Goiás desta nova edição do fenômeno. A primeira conclusão a que se pode chegar é de que, entre os meteorologistas, há um consenso sobre cautela em relação à intensidade que o próximo El Niño alcançará. Pelas simulações, o certo – ou praticamente certo – é que, se em formato “super” ou não, ele virá este ano – já podendo, inclusive, estar em curso. Mas o que a alteração climática pode ocasionar ou agravar, em termos de situações extremas, ainda está em um horizonte com muitas nuvens.