Goiás envelhece em ritmo sem precedentes. Atualmente, um em sete goianos é idoso – 13,7% dos 7 milhões de habitantes –, mas o grande choque demográfico se desenha para as décadas futuras. Até 2070, a idade média do goiano deve chegar a 47,4 anos e o índice de envelhecimento dará salto vertiginoso, dos atuais 67,38 idosos para 100 jovens para uma razão de 287,2 para 100. É um desafio de escala inédita para o próximo governo: em um estado com estrutura já deficitária em saúde e assistência social, enfrentar uma pressão ainda maior nessas áreas, além de adaptar outros setores cruciais – como infraestrutura, segurança pública e previdência – a garantir um envelhecimento ativo. Embora considerado historicamente de população jovem, a transição de Goiás para uma sociedade mais envelhecida é realidade. Em 1970, o porcentual de idosos no Estado era de apenas 3,5%. O índice subiu foi a 5,7% em 1991 (alta de 62,9%) e saltou de 7,2% em 2000 para 13,7% em 2022 – um crescimento de 90,3% em pouco mais de duas décadas.