A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) de Goiânia autorizou um reajuste retroativo ao contrato com a Construtora Goiana de Pavimentação e Mineração (CGPM) que, na prática, fez com que o valor total ao qual a empresa tem direito no primeiro ano de serviços fique maior do que o ofertado pelo segundo colocado na licitação vencida pela CGPM. O valor do contrato é de R$ 25,6 milhões e o termo de apostilamento assinado pela Seinfra o reajusta em 4,32%, acrescentando então mais R$ 1,08 milhão. Com isso, a empresa tem a receber até R$ 26,7 milhões. A T Oliver Asfalto Ltda, que ficou em segundo, fez proposta de R$ 25,9 milhões. O POPULAR mostrou em 7 de abril que o pedido de reajuste foi feito pela CGPM uma semana após a Prefeitura renovar por mais um ano a ata de registro de preço (ARP) vencida pela empresa. O sistema de registro de preço é uma modalidade de contratação prevista em legislação que resulta em uma ata com o registro do fornecedor que venceu uma licitação – geralmente um pregão eletrônico – e dos valores ofertados pelo vencedor. O contrato com a Seinfra foi feito em maio de 2025, após a pasta aderir a esta ata. Ao renovar a ARP da CGPM por um ano, a Prefeitura usou o argumento de vantajosidade econômica tendo como base seu valor original.