Uma semana depois de a prefeitura de Goiânia ter renovado por mais um ano a ata de registro de preço (ARP) avaliada em R$ 25,64 milhões para fornecimento de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), material usado em pavimentação de vias públicas, a empresa vencedora desta ARP pediu dois reajustes no valor fixado, sendo um deles retroativo ao mês em que a ata foi assinada. Ao renovar o documento, um dos argumentos da prefeitura tinha sido a vantajosidade econômica que haveria por causa dos preços oferecidos pela empresa (antes do pedido de reajustes). Quando venceu a ARP, por meio de pregão eletrônico iniciado no final de 2024, a Construtora Goiana de Pavimentação e Mineração Ltda (CGPM) foi o foco de uma reportagem do POPULAR porque a pessoa que aparecia como proprietária da empresa era um jovem de 21 anos com endereço em uma casa na periferia de Campina Grande (PB). A CGPM tem sede em Goiânia e uma usina em Goianira. Após a matéria, a empresa foi repassada para uma empresária de 51 anos de São Luís (MA) e desde maio está em nome de Mylena Martins Salomone, de 32 anos e residente em Goiânia.