O Instituto Goiano de Serviços (IGS) - uma entidade sem fins lucrativos criada em agosto do ano passado - desistiu de uma emenda impositiva ao orçamento municipal de Goiânia do ano passado no valor de R$ 1,8 milhão que havia sido reservada à entidade pelo vereador Henrique Alves (MDB) para serviços na área de saúde. O repasse foi autorizado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em 23 de dezembro, mas foi suspenso no final de janeiro pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO) uma vez que a entidade não apresentava histórico de atuação ou capacidade operacional que justificasse o recebimento de recursos desta magnitude de forma imediata. A decisão do TCM-GO, que havia sido dada de forma temporária até que o processo fosse devidamente analisado, veio após reportagens do POPULAR mostrando que o IGS tinha como sede uma sala comercial em um imóvel à venda no Setor Campinas, que um único núcleo familiar era responsável pela direção do instituto e pela prestação do serviço que seria contratado pela entidade e que o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) pertencia até junho a uma associação sem fins lucrativos voltado para a área de tecnologia que foi criada em 2000, mas estava desativada há mais de 20 anos.