A Justiça voltou a negar os recursos propostos por organizações de defesa de direitos humanos para evitar o arquivamento de uma ação civil pública proposta em agosto de 2022, que pedia o uso de câmeras individuais nas fardas de policiais militares de Anápolis. Desde que o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) desistiu de recorrer contra uma derrota na segunda instância do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), as entidades tentam ser habilitadas como assistentes litisconsorciais no processo, o que permitiria que elas entrassem com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter o encerramento da ação. Em agosto de 2022, seis promotores de Anápolis entraram com uma petição na Justiça para que, entre outras coisas, fossem instaladas câmeras nos uniformes dos policiais em serviço como forma de enfrentar o que apontavam como sendo um elevado índice de letalidade na morte de civis em abordagens policiais na cidade. Apesar de o grupo obtido uma vitória em primeira instância, a Justiça reverteu a conquista na segunda, acatando argumento do governo estadual. Quando chegou o momento de entrar com recurso no STF, o comando do MP-GO desistiu do processo, em outubro de 2025. A partir de então, as organizações sociais começaram a se mobilizar.