“Derrubar 48 árvores ao redor do parque? Pelo que falaram, nos dois estacionamentos, todas as árvores que circundam ali e fazem sombra vão sair. Hoje, 3 horas da tarde, daria para fazer caminhada, porque tinha sombra. Mas tiraram três árvores, já abriu o clarão ali, vamos ter um pedaço grande no sol.” Na quarta-feira (20), o desabafo ao POPULAR de Camila Nascimento, que mora há 20 anos de frente para a área do Lago das Rosas, resumia o sentimento da vizinhança e de parte da população goianiense sobre uma decisão política que vem gerando impacto e indignação em periódicos capítulos nos últimos anos: o corte sistemático de árvores, muitas delas de grande porte e algumas de valor histórico e afetivo, já incorporadas à memória da cidade e à vida das pessoas. Na manhã desta sexta-feira (22), a operação na Alameda das Rosas, iniciada na quarta, foi suspensa após reunião de um grupo de trabalho ligado à discussão da arborização urbana no local, com especialistas e entidades ligadas à questão ambiental e paisagística, e que contou com também a presença da presidente e de técnicos da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). Os técnicos contrários à derrubada devem elaborar um laudo alternativo para apresentar à agência. Dois profissionais ouvidos pelo POPULAR apontam soluções possíveis e menos radicais para o imbróglio.