O agente penitenciário Leandro Márcio Romano, de 40 anos, e a filha Raphaella Noviski, de 16 anos, morta com 11 tiros na manhã de segunda-feira (6), no Colégio Estadual 13 de Maio, em Alexânia, não se encontravam há dez meses e iriam se ver no dia em que aconteceu a tragédia.Os pais de Raphaella são separados e ele mora em Belo Horizonte (MG), e a ex-mulher em Brasília (DF). Desde então, as filhas moram com a avó materna e um tio.Leandro chegou em Alexânia no domingo (5), para passar as férias e visitar a Raphaella, mas antes do encontro recebeu uma ligação dizendo que a filha tinha sido assassinada. "Sinto de tudo um pouco, é uma mistura de raiva e tristeza. Não deu tempo de falar que eu a amava, de pedir desculpa pela distância", contou o pai.O agente penitenciário disse também que “doeu muito” quando chegou no colégio onde a filha estudava. “Foi difícil ver o rosto dela desconfigurado, acompanhar o corpo no colégio, no IML. Não imaginei passar por isso", finalizou.Câmeras da instituição registraram quando Misael Pereira Olair, de 19 anos, invadiu o colégio, entrou em sala de aula e saiu correndo depois do crime. Os alunos também aparecem nas imagens tentando correr do assassino. Depois de ser preso em flagrante, Misael afirmou que não se arrepende do crime.