Um estudo publicado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 19 de fevereiro, indica que 316 mulheres foram mortas ou sofreram tentativas de feminicídio em Goiás em 2025. No Brasil, foram 6.904 casos, a maior quantidade registrada pelo levantamento, que está em sua terceira edição. Os números incluem dados oficiais e coletas feitas de forma independente. Em relação a 2024, Goiás teve um aumento de 19 casos, o que equivale a 6,4%. Foram 297 feminicídios tentados e consumados naquele ano. Além disso, a taxa por 100 mil mulheres passou de 8 para 8,5 de um ano para o outro. A variação é menor que a nacional, mas os índices ainda são considerados altos. A professora Daiane Bertasso, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que participou da elaboração do estudo, destaca que a taxa de 8,5 casos por 100 mil habitantes é um índice maior do que em outros 15 estados. Apesar disso, o aumento de 0,5 ponto de um ano para o outro foi um dos menores do país. Goiás só ficou atrás do Pará, Rio Grande do Norte, Rondônia e Roraima.