A família de Hermes Junio de Oliveira, morto aos 26 anos durante uma abordagem feita por policiais penais em Aparecida de Goiânia, entrou com uma petição na Justiça contestando o pedido de arquivamento do processo feito pelo Ministério Público do Estado e Goiás (MP-GO) e requisitando um novo promotor para o caso. O parecer do órgão contraria o entendimento da Polícia Civil, cujo inquérito concluiu pelo indiciamento de três agentes por homicídio e de quatro por fraude processual. Na quinta-feira (16), o promotor Marco Marcolino dos Santos Júnior, da 5ª Promotoria de Justiça de Aparecida de Goiânia, afirmou em seu pedido que os policiais penais agiram de modo correto durante a abordagem, tinham autonomia para fazê-la, que havia, sim, motivos para os disparos efetuados e que não houve intenção de matar o jovem, mas apenas “falta de habilidade técnica” por parte do policial cujo disparo atingiu Hermes.