O período de férias escolares mudou a rotina de atuação de grupos que aliciam crianças e adolescentes pela internet. Se antes os casos se concentravam durante a madrugada, agora as transmissões com automutilação, violência e exploração de menores de idade ocorrem ao longo do dia, aproveitando que muitos jovens passam mais tempo sozinhos e conectados. Diante desse cenário, a delegada Lisandréa Salvariego Colabuono, chefe do Núcleo de Operações e Articulações Digitais (Noad) da Polícia Civil de São Paulo, faz um alerta aos pais e responsáveis: é preciso acompanhar de perto a rotina digital dos filhos durante as férias. Segundo ela, muitos adolescentes permanecem em casa enquanto os pais trabalham e acabam sob os cuidados de avós, tios ou outros familiares que, muitas vezes, desconhecem os riscos do ambiente virtual.