Dois homens que se apresentam como filhos do médium João de Deus utilizaram uma página no Facebook intitulada Casa de Dom Inácio em Abadiânia nesta terça-feira (11) para defender o médium das acusações de estupro. Na gravação, eles questionam o relato de Dalva Teixeira, filha do médium, que acusa o pai de abuso sexual.Duas pessoas que se apresentaram como filhos de João de Deus desmentem as denúncias de Dalva. Um homem que se diz irmão dela, com o nome de José Valdivino, afirmou que está utilizando a rede social para esclarecer o que está acontecendo com a filha do médium. Ele caracteriza Dalva como alcoólatra e dependente de drogas. “A Dalva chegou na minha casa há um ano. Ela estava desaparecida havia um ano”, diz.Ainda de acordo com Valdivino, quando ela reapareceu, estava acompanhada de um homem, que teria relatado os supostos problemas de Dalva. Ainda no vídeo, José Valdivino conta que ajudou Dalva a se internar em uma clínica de reabilitação. “Ela ficou seis meses internada”, diz. De acordo com José Valdivino, após receber alta ela teria encontrado os filhos, e depois sumiu novamente e só reapareceu quando estava processando o pai.Ainda de acordo com o homem, as denúncias contra o pai não são verdadeiras. “Ela precisa de ajuda, porque ela é doente, não tem família, não tem amigos e não tem filhos, aí os filhos dela ficam colocando isso na cabeça dela, para tirar o dinheiro do meu pai”.Outra suposta filha, que não se identificou no vídeo, disse que está descontente com os fatos. “Estou muito triste com o que está acontecendo, com o que as pessoas estão dizendo. Inclusive, com a minha própria irmã”. De acordo com a suposta filha, nunca faltou nada do pai. “Nunca me abandonou”.No vídeo também aparecem dois rapazes, João Vitor e Felipe, que se apresentaram como filhos desta mulher, ou seja, netos de João de Deus. Eles utilizaram a plataforma para defender o avô. “É um homem íntegro, que a gente sente muito orgulho”, pontuou Felipe que acrescentou que o avô “é uma pessoa que a gente se espelha muito”. A reportagem tentou contato com o advogado de Dalva, mas ele não atendeu as ligações, nem respondeu às mensagens enviadas. (Dayrel Godinho é estagiário do convênio GJC e PUC Goiás)