Um fotógrafo de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, deve ser indenizado em R$ 3 mil por danos morais após receber 57 ligações da Claro em um período de 22 dias. As chamadas foram feitas entre 17 de dezembro de 2025 e 7 de janeiro de 2026 e, segundo o advogado do consumidor, Ary Pimenta, interrompiam o trabalho do fotógrafo. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) considerou que a quantidade e a frequência das ligações configuraram prática abusiva e determinou que as chamadas fossem interrompidas. Procurada pelo POPULAR, a Claro informou que não comenta processos judiciais. Em 8 de junho deste ano, o TJGO o recurso apresentado pela Claro e mantiveram a condenação de R$ 3 mil. A empresa também foi condenada ao pagamento de R$ 1 mil em honorários advocatícios. À reportagem, Ary contou que o cliente recebeu ligações diariamente durante o período. Mesmo depois que a ação foi ajuizada, outras três chamadas foram registradas. O advogado afirmou que algumas chamadas foram atendidas, mas que a maioria era rejeitada porque a ligação caía ou era encerrada logo após o atendimento.