A goiana Letícia Oliveira Alves, de 38 anos, encontrada morta em uma área de floresta na cidade de Coaticook, no Canadá, sonhava em terminar o doutorado e viver em um mundo menos intolerante, segundo relato do primo, Frederico Alves Oliveira. A história e os planos da brasileira foram compartilhados pela família após a confirmação oficial da identidade do corpo, localizado em 2024 próximo à fronteira canadense com os estados de Vermont e New Hampshire, nos Estados Unidos. Frederico descreveu a prima como uma pessoa dedicada à fé, aos estudos e à família. "Letícia era muito amada pela família. Ela sonhava alto”, disse. A mulher era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e tinha mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Segundo o primo, ela estava no Canadá como missionária da Igreja Adventista do Sétimo Dia, onde realizava trabalhos religiosos e atividades de colportagem — venda e distribuição de livros e materiais religiosos.