Há várias décadas, a Praça Mestre Maria Henriqueta Péclat, no Setor Oeste, passou a ser conhecida como Praça da Cirrose, pela vida noturna e a quantidade de bares que abrigava. Na época, um de seus atrativos já era então o quarteto de gameleiras plantadas lado a lado e que ainda despejam generosa sombra sobre o local, que de bar virou padaria. O “ainda” é importante: a paisagem agradável está com seus dias contados desde 2024, quando dois dos quatro exemplares tiveram laudo para extirpação por causa do estado fitossanitário precário. Do relatório técnico, constam problemas como exsudação (liberação de seiva), necrose e desgalhamento. Em relação aos outros dois, eles são bombas-relógio — o parecer por sua retirada virá; não é questão de “se”, mas de um “quando”, talvez muito em breve. O caso das gameleiras da Praça da Cirrose não é exceção, pelo contrário: o ciclo delas nas vias públicas de Goiânia está chegando ao fim. Marcantes pelo porte colossal, elas são árvores que precisam de condições que a cidade grande não lhes dá, por questão de compatibilidade de espaço, ou não lhes permite — é o caso do vandalismo, vítimas de crimes ambientais como envenenamento ou, principalmente, incêndio.