Goiânia já registrou, neste ano, uma média de um caso de intolerância religiosa a cada 15 dias. Ao todo, já são 16 ocorrências do tipo na Delegacia Estadual de Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e de Intolerância (Deacri). Em 2025, foram 36 registros, uma média de um caso a cada dez dias. A maioria das ocorrências envolve religiões de matriz africana. Nesta semana, a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) lançará um projeto para combater o racismo religioso, que ainda expõe povos de terreiro a múltiplas formas de violência. À frente da Deacri, o delegado Joaquim Adorno relata que a maioria esmagadora das vítimas desses casos é de religiões de matriz africana. “As violações de direitos vão desde injúria e ofensas fundadas na religião da vítima até ataques ao local de culto, o terreiro. Temos casos de ameaça com arma, incêndio de terreiros e dano ao patrimônio, quando quebram todos os objetos de culto, por exemplo. Temos também situações de demissão por causa da religião, de não atendimento em transporte por aplicativo e de impedimento da prática do culto em si”, detalha.