Movimentos em defesa do verde têm ocupado parques e praças de Goiânia. Nascidos da revolta e do cansaço diante da derrubada de árvores – algumas históricas e carregadas de valor afetivo para os goianienses –, esses grupos têm se organizado para cobrar mais cuidado e respeito com a arborização da capital. Atualmente, as ações vão da intensa atuação nas redes sociais, com denúncias de cortes e podas drásticas, à mobilização contra a derrubada de árvores, que já resultou na revisão de projetos e na suspensão de cortes, além do desenvolvimento de iniciativas voltadas à educação ambiental. Membro do SOS Alameda das Rosas, Inês Veiga Jardim conta que o movimento surgiu em maio deste ano, após a extirpação de três Ficus em frente ao Zoológico de Goiânia, durante a execução do plano da Prefeitura de retirar 48 árvores do Lago das Rosas para a revitalização do parque. A medida gerou protestos e questionamentos aos laudos técnicos da Amma. “Foi algo orgânico, que nasceu dos próprios moradores e frequentadores”, afirma. Desde então, segundo ela, o grupo tem atraído cada vez mais participantes.