As investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) demonstram como se articulavam os cinco grupos criminosos voltados à migração ilegal de brasileiros aos Estados Unidos (EUA). Os núcleos autônomos se interligavam em fluxos financeiros e operacionais, a exemplo da agência de turismo One Travel Viagens, situada no Centro de Goiânia, e liderada por uma investigada presa na última semana, que fazia a emissão de passagens aéreas ao México, onde os migrantes fariam a travessia terrestre. Outro casal detido na capital goiana também é acusado pelo esquema. Somente estes dois grupos são responsáveis por movimentar mais de R$ 100 milhões. O esquema criminoso que atuou no contrabando de quase 500 brasileiros ao país norte-americano motivou a Operação Travessia, que teve uma das fases deflagrada na última quinta-feira (7). Na data, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva na capital goiana: de Maria Helena Souza Netto Costa, do casal Juliana Rosa Tomé Fróes e Fábio Rodrigo Fróes, e da proprietária da agência de viagens, Valéria Divina Macedo. No dia seguinte, a Justiça determinou a soltura de Maria Helena e Juliana. Eles são apontados pela PF como líderes de três dos cinco núcleos criminosos envolvidos, com ligações ao primeiro investigado, José Márcio Coelho, além de David Domingos Freire Júnior.