O sinal de telefonia celular no povoado de Conceição, no município de Bela Vista de Goiás, é praticamente inexistente. “Se eu for à minha chácara, em cima de uma serra que tem lá ainda consigo pegar um pouco (de sinal), mas ainda assim é ruim”, conta o empresário Adenilson Rabelo. O contato das pessoas em um raio de 15 quilômetros com o resto do mundo é a partir do supermercado de Adenilson, onde há um gerador de energia que permite o funcionamento de um aparelho telefônico instalado pela operadora Oi, que funciona como o orelhão do local, já que a versão convencional – com a cabine –, que fica do outro lado da rua, não funciona desde outubro passado, depois das várias vezes que estragou por falta de energia elétrica. O orelhão no lado de fora do supermercado – alimentado, quando necessário, pelo gerador do estabelecimento – é um dos 101 aparelhos mapeados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que ainda funcionam em Goiás, de um total de 162 ainda instalados, conforme os últimos dados recebidos das três operadoras que atuam no Estado (Algar, Claro e Oi). Desde o começo deste ano, as empresas já podem retirar os orelhões que não estão em locais obrigatórios, ou seja, onde há cobertura eficiente de telefonia móvel, ou seja, com sinal para aparelhos celular.